quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Lado Bom da Vida

Adoro filmes! Com certeza se tenho tempo assisto pelo menos um por dia e também adoro colecionar. Meus preferidos são os clássicos, os de terror e os de dança. Aliás, sou elouquecida por filmes sobre dança, não necessariamente musicais mas qualquer um que traga uma história sobre essa paixão.
 Quando vejo um filme de dança não penso duas vezes antes de alugar ou comprar, na minha coleção tem Billy Eliot, Embalos de Sábado a Noite, Hairspray, Greese, Dirty Dancing, entre outros, e ainda tem vários que são  objetos do meu desejo e ainda não achei para comprar.

Esses dias passando pela banca de DVDs comprei uns cinco que achei que poderiam ser bacanas, entre ele estava um com oito indicações ao Oscar incluindo o que deu a jovem Jennifer Lawrence o de melhor atriz: O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook). Não sou muito de comédia romântica e nem drama mas pensei: "quero ver se foi merecido" hahaha, sei lá, sempre acompanho o Oscar mas as vezes acho umas indicações meio forçadas a guela abaixo.
Da minha pilha de DVDs novos esse foi ficando por baixo, por último, realmente o título traduzido meio água com açucar não me atraía apesar de eu gostar muito do ator protagonista o Bradley Cooper (Se Beber não Case) e ter simpatizado muito com a vencedora do Oscar. Mas como diz aquele velho de ditado: "Não se deve julgar um livro pela capa" e nem "um filme por seu título traduzido em potuguês" (Ok, esse último não é um velho ditado mas deveria ser).
Eis que ontem diante da minha insônia diária, nada de interessante na TV, lembrei do filme embaixo da pilha de DVDs novos e resolvi dar uma chance a ele, ver "o lado bom do filme com um título água com açucar" e me surpreendi.

Acho que quem fez aquela sinopse não fez jus ao recheio do filme. Apesar da indicação dizer que o tema do filme era "sobrenatural" (oi???), comecei rindo igual uma retardada e acabei chorando igual criança, de soluçar.
O filme trata do transtorno bipolar do protagonista bonitão que é internado após uma crise que sofreu ao flagrar a esposa com o professor de história da universidade em que lecionavam,  quando sai da clínica sem nada, tenta a todo custo retomar o controle de sua vida com uma dose alta de otimismo e apegado ao lema "Excelsior" que é algo como "pense sempre positivo", daí ele encontra a misteriosa Tiffany que é igualmente pertubada por ter perdido o marido tão jovem e compulsiva por sexo  usando disso como válvula de escape para se encontrar.  De "bonus" o filme ainda traz o pai do bonitão, ninguém menos que Robert de Niro em uma excelente atuação de um pai de família falido, viciado em jogo e com transtorno obcessivo compulsivo (TOC).
A trama é um verdadeiro jogo de gato e rato entre os personagens principais que descobrem na loucura de uma troca de favores o apoio para encontrarem o equilíbrio. Ele ajuda Tiffany a participar de um concurso de dança enquanto ela promete ajudá-lo a se aproximar da ex-mulher. Por fim ela que já se mostra desde o começo caidinha por ele o faz perceber através da insanidade de ambos, dos ensaios de dança, do contato e da química um com o outro que também está louco por ela.
Uma história emocionante que diverte e nos faz refletir. O que é mostrado na tela é uma versão amena sobre a realidade das famílias que convivem com essas doenças.
E no fim vemos o verdadeiro sentido do título água com açucar e passamos ainda mais a valorizar e ter sede de viver O LADO BOM DA VIDA.

Obs: Jennifer Lawrence me surpreendeu em sua atuação, não é a tôa que estão dizendo por aí que ela será facilmente a nova Meryl Strip com seu encanto e capacidade de interpretar vários personagens diferentes. Mereceu muito na minha opinião.

2 comentários:

  1. Descreveu maravilhosamente bem esse filme comovente. Saudades de vc. Beijos

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