sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sair pra Dançar

Quantas de nós usamos esse clichê nos finais de semana? "Vamos sair pra dançar?" ou "hoje eu só quero saber de dançar a noite toda". Eu sou uma dessas. Amo Rock an Roll e adoro a liberdade de poder dançar ao som de um bom Rockabilly e Punk Rock, sacudir os cabelos com um bom e velho Old School ou mesmo sentir a vibração de um rock mais romântico percorrer pelo meu corpo e transbordar os sentimentos em forma de movimentos.
Mas a pouco mais de um mês atrás, embora todos os finais de semana eu saísse de casa decidida a dançar como se não houvesse amanhã, algo me 
impedia que eu curtisse a noite e o som dessa forma:  
O CIGARRO.
Eu nunca fui uma fumante ativa, já tive épocas na minha vida em que acendia um cigarro pra fazer charme (coisa de adolescente besta), outra época tive um namorado que fumava e nosso robbie era jogar cartas fumando sem parar e,  atualmente (mas nem tanto porque já fazia mais de um ano) eu criei a desculpa do "só fumo quando bebo" e o que era pra ser uma desculpa para fumar virou rotina, dependência. As vezes eu nem tinha pegado um drink e já ligava automaticamente na minha cabeça que eu tinha que fumar um cigarro e assim foi por um longo período, até o cigarro virar companheiro de madrugadas solitárias, amigo de balada, tranquilizante nos momentos de nervosismo e ansiedade. De fato era raro eu acender um cigarro de dia, mas a noite (e eu sou uma coruja praticamente) eu chegava a fumar até 1 maço de "Gudan Garan" por noite, sim aquele cigarro fedido de sabores que empreguina nos cabelos, nos dedos e por onde passar.
Chegávamos na balada, pegávamos um drink e acendíamos um cigarro. Digo isso no plural porque eu não estava sozinha nessa e falando assim pode parecer besteira, mas se você fuma, seus amigos fumam, seu paquera ou namorado fuma: F****! Todos fumam bem mais porque se acabou seu cigarro, seu amigo acende e já você acende outro e isso vira um ciclo vicioso a noite toda. Sem brincadeira.
Resultado: na balada ficávamos o tempo todo na área de fumantes (LÁ FORA) e dançar que é bom? NADA! Começava a tocar a música que eu amo, "Vamos dançar?" "Ahhh, deixa só eu acabar esse cigarro" e por fim, quem fuma ou já fumou (principalmente aquele gudan que é um soco no pulmão) sabe que o ritmo diminui muito, ficava ofegante e cansada, dançava uma música e já não aguentava mais e sabe que eu fazia? Acendia outro cigarro.
Burra, estúpida! Como pude ser assim por tanto tempo... sei lá, um ano e meio? dois? já é um tempo razoável de nicotina, alcatrão e todo tipo de toxina no meu pulmão. CHEGAAAAA! Uma bailarina e professora de dança fumante? só pode ser piada né? parecia mas não era.
Se me conheço bem eu não conseguiria facilmente largar esse vício de um dia pro outro apenas por tomar consciência que isso me fazia muito mal, era feio e me deixava fedida. Se fosse fácil assim ninguém fumaria e quem fumasse seria consirado suicida. Então eu e minha amiga fizemos uma promessa. Promessas funcionam comigo desde que eu era pequena e fazia quaresma de chicletes com uma amiga de infância, não sei se é signo (a propósito sou capricorniana), mas essas coisas funcionam mesmo comigo. Nós fizemos uma promessa que não fumaríamos mais ou senão teríamos que raspar nossas cabeças, pesado né? mas era isso ou mais sei lá quantos maços de cigarro, quanta vida disperdiçada, quantas músicas sem dançar...

Parei! Aliás, paramos. Já faz pouco mais de um mês, ou só faz um mês, sei lá, mas juro pra vocês que já senti meu pique voltar, estou cada dia mais disposta nas aulas de dança, não fico mais com as pontas dos dedos e cabelos fedidas (o que meu namorado gostou muito) e principalmente: VOU PRA BALADA E DANÇO A NOITE TODA! Agora sim eu redescobri o verdadeiro sentido daquele clichê dos finais de semana e  aproveitando que hoje é sexta, "vamos sair pra dançar?" <3

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