"E se você fecha o olho
a menina ainda dança
dentro da menina
ainda dança
até o sol raiar
até o sol raiar
até dentro de você nascer o que há..."
(A Menina Dança - Novos Baianos)
Sou dançarina desde pequenininha, meu apelido na infância era "grila" porque eu não parava quieta, sempre estava pulando, dançando as músicas da Xuxa, Sandy & Junior, Chiquititas (sim eu tive infância), ou qualquer outra coisa que estivesse rolando como Janis Joplin, Hendrix, trilha sonora de Pulp Fiction, entre outras sonzeiras que minha mãe ouvia na época (THANKS MOM). Inventava coreografias e adorava fazer para minha platéia de bonecas e ursos de pelúcia.
Fiz ballet clássico e Jazz por 8 anos, mas com 15, no auge da minha rebeldia punk, resolvi largar aquela "coisa chata" e disciplinada para andar de skate. Yes baby, SKATE! Na verdade era fogo de palha, paixonite platônica e aguda por um skatista de olhos azul mar. Porém nunca consegui ficar longe da dança, bem na época começou aquela famosa novela "O Clone" e com Dança do Ventre foi paixão a primeira batida!
Me lembro que ficava imitando os passos na frente do espelho, encantada com aquela magia, com a expressão, a música envolvente, os figurinos... tudo era fantástico e não me parecia nenhum pouco "chato" então resolvi cair de corpo,ventre e alma nessa dança.
Desde então segui nessa modalidade e há 11 anos pratico sem parar. Há mais ou menos 8 anos trabalho como bailarina e há 3 anos como professora de Dança do Ventre e não poderia me sentir mais realizada, aliás, a cada dia me realizo mais. Cada conquista, cada apresentação, cada passo novo que aprendo, cada pessoa bacana do meio que conheço, quando vejo minhas aluninhas crescendo e aperfeiçoando a técnica e principalmente quando vejo a sementinha do amor pela dança crescendo em cada coração que semeio. Aí vem aquele velho clichê: Não tem preço!
Penso que qualquer modalidade de dança que pratiquemos, mesmo que seja a dança livre, só tende a nos fazer o bem. Na dança me vejo naquele momento onde eu posso ser qualquer coisa que eu desejar, posso ser uma deusa, uma sereia, uma bailarina ou mesmo uma rockstar, posso colocar todos os meus sonhos nas minhas coreografias e realizá-los, posso me sentir bem e fazer o bem.
Há algum tempo estou vendo surgirem artigos, reportagens, estudos científicos acerca dos benefícios da dança na vida das pessoas, tanto físicos como mentais e espirituais. Portanto resolvi criar esse blog, porque além de amar escrever e dançar, sinto necessidade de compartilhar os benefícios que a dança faz por mim e na vida das pessoas que dançam ao meu redor. Quero usar esse espaço não só pra divulgar coisas bacanas sobre a Dança do Ventre ou outra modalidade específica, mas sim a dança pura, aquela que fazemos quando ninguém está olhando, ou quando estamos grudados no pescoço de alguém, pode ser aquela que usamos para seduzir ou mesmo aquela que você fecha os olhos, ao nascer do sol e dança apenas com o ritmo da natureza e da vida.
Dançar só faz bem, como disse a grande coreógrafa Pina Baush e citada inúmeras vezes pela minha grande amiga: "Dance, dance ou estaremos perdidos". Acredite no poder da dança e dance. <3

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