quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Segredo da Felicidade: Fazer o que se Ama



Cresci em uma familia tradicional de minas, de classe média alta, estudando em escolas particulares, com tios médicos, dentistas e advogados e alguns "porra loucas" ou "porra nenhuma". E é exatamente isso que esperavam de nós a nova geração: que nos tornássemos os médicos, dentistas e advogados de hoje e de jeito nenhum seguissemos o caminho dos tios tortos, que para meus avós estavam fadados a serem infelizes pra sempre.
Acontece que minha mãe era uma das tias "porra louca" da família e aos 29 anos, com uma filha de 13 (euzinha aqui) e um filho de 1 ano partiu pra Arraial d Ajuda, vilarejo do sul da Bahia em busca de liberdade e felicidade de verdade. Eu que era acostumada com os mimos da avó, escolas boas, empregada e tudo mais tive que dar adeus a vida mansa e correr com minha mãe atrás de um longo e batalhado sonho: de conquistar nossa vida sem depender deles, os caretas da família e de forma que realmente nos tornaria felizes. Minha mãe sempre possuiu uma habilidade manual incrível que eu sempre invejei, e uma criatividade que graças a Deus eu herdei, então tudo que fosse artezanal, costura, pintura, bordado a minha mãe faz e aqui na Bahia, durante 10 anos ela costurou, pintou e bordou o seu sonho até conseguirmos comprar nossa casa própria e criar seus quatro filhos com qualidade de vida. Claro que como toda família que batalha o pão de cada dia as vezes rola um aperto daqui e de lá, mas vivemos feliz e o mais importante ela passou pra mim e para meus irmãos o verdadeiro segredo da vida: correr atrás dos sonhos, batalhar por eles fazendo e vivendo do que se ama.

Saí de casa com 18 anos com o mesmo espírito de independência da minha mãe e sempre joguei duro, já trabalhei como balconista de loja, recepcionista de hotel, garçonete, bartender, hostess, fotógrafa, vendedora de pão de queijo, babá e etc, tudo que fosse lícito e digno eu me metia a fazer para continuar sustentando meu sonho de liberdade, sempre aliada com meus estudos de dança, cheguei a dar aulas como substituta da minha professora e depois assistente dela e mais tarde como professora de dança do ventre da turma infantil.
Saí do ensino médio e prestei vestibular para Direito, (simmm, DIREITO) eu sei, eu sei, não combina nada comigo e apesar de saber disso eu tinha ambições de ter uma vida boa no futuro, poder ter segurança e viajar todo ano, construir uma familia e dar uma boa vida aos meus filhos. Passei em primeiro lugar no vestibular e cursei até o terceiro ano mas desisti de vez do direito, além ver com os próprios olhos que a justiça no Brasil era aquela podridão toda que já me falavam eu percebi que jamais  seria feliz em um terninho, dentro de um escritório, tendo que mentir para sobreviver e
mesmo se eu passasse em um concurso público e tivesse a eterna garantia e segurança que todos almejam, ainda assim não estaria completa, minha felicidade consiste em dançar e no tempo que dei aulas percebi que amava ensinar.

Então larguei a faculdade, comprei uma passagem para Europa e fui esfriar a cabeça, me descobrir de verdade. Três meses foram o suficiente para dar uma respirada, pensar na vida e o que eu queria dela e voltar pra colocar em prática. Antes de eu ir viajar conheci um pessoal que trabalha com teatro e dança e me convidaram para  integrar o elenco de um musical que ficou em cartaz durante 6 meses e nesse período eu tive a experiência de viver apenas com o fruto da arte e da dança, nesse momento eu tive um esboço do que eu queria para minha vida.
Quando voltei tive certeza disso e consegui um trabalho de dança fixo onde eu me apresento todas as sextas feiras e as vezes aos domingos em um complexo de lazer local, fora outros convites para peformances em jantares, festas e eventos, abri a minha turma de aulas de dança do ventre e sigo com vários projetos para um futuro muito próximo, continuo estudando muito e com a agenda sempre cheia. Além disso com a turma do teatro faço uma participação todas as segundas e também com outros projetos musicais.

Hoje posso dizer que comecei a trilhar o caminho dos meus sonhos onde sei que o destino está distante mas a cada passo me aproximo de conquistá-lo, o mais imporante é que eu vivo feliz e com qualidade de vida fazendo o que eu amo e não atrás de uma mesa com pilhas de processos chatos para resolver. Não digo que a vida de um advogado, médico, dentista, etc, não seja digna e feliz, não não...Não para mim, mas se você ama o que faz, segue a profissão que você escolheu de coração é isso que conta. O impotante é ter amor pelo que se faz.
Eu estou nesse caminho que segui e batalho duro cada dia pra poder ser uma profissional de sucesso e poder ter a vida que eu quero, com cada vez mais qualidade. Nada é fácil, é preciso jogar duro mas se existe amor e paixão pelo que se faz o caminho a trilhar e cada desafio fazem parte dessa felicidade. São doses diárias. Agradeço aos meus tios "porra loucas" e minha mãe que me fizeram descobrir que o caminho da felicidade não é a faculdade, ou um curso tradicional, mas sim seguir o seus sonhos e torná-los reais. <3


domingo, 18 de agosto de 2013

Corpo: o Instrumento da Bailarina



Sem música não há dança. Sem movimento corporal também não. A dança apenas ocorre quando o corpo executa movimentos a partir de um determinado ritmo.

"O autor Bourcier se dedicou em seu livro “A história da dança no ocidente” a esse tema: a relação da dança e dos ritmos. De acordo com ele, a dança teria surgido como meio de expressão religiosa dos homens primitivos, conclusão sugerida por cinco pinturas rupestres, encontradas em sítios arqueológicos. A hipótese apresentada por Bourcier é a de que os primeiros ritmos teriam surgido de percussões, e de que a partir desses ritmos, o próprio corpo humano passou a se movimentar de forma ritmada. Desde então, a dança vem atravessando gerações, e divisões e subdivisões vão sendo criadas dentro dessa prática".

Eu particularmente sempre quis aprender a tocar um instrumento, fosse de corda, sopro, percussão, enfim. Tentei aprender violão mas meus dedos não eram ágeis o suficiente, cheguei a ganhar um teclado quando era criança mas não conseguia tocar nada mais do que dois ou três trechos para iniciantes, como os clássicos "Parabéns pra Você" e "Do, ré, mi, fá". Quando adolescente tive aulas de percussão com tambores africanos, nessa modalidade até que levei algum jeito, mas logo desisti, não era o meu ritmo ideal, embora a africa esteja arraigada em cada um de nós brasileiros e o ritmo fosse forte e bonito, não me atraia.
Desde criança eu danço, fiz ballet clássico e jazz por oito anos mas nunca fui a primeira bailarina da classe, sempre ficava na segunda fila por ser alta e por não ser tão boa e demorei a ganhar um solo nas apresentações de fim de ano e quando ganhei adivinhem: era uma fusão de ballet com dança oriental, ganhei o papel da visitante árabe da Fada Açucarada no clássico "O Quebra Nozes". Não tinha jeito, a dança oriental me escolheu, e eu a escolhi, essa sim, desde a primeira aula me destaquei e a professora sempre me colocava na frente como exemplo para outras alunas.
Fiquei muito feliz quando descobri a minha dança, pois dança sempre foi uma paixão mais que tudo, por mais que eu não me desse muito bem no ballet eu não desistia, algo dentro de mim me motivava a continuar e me esforçar.

Descobrir a sua dança é como descobrir o seu instrumento. Há quem toque de tudo um pouco, há quem dance tudo muito bem, mas sempre vai ter algo em que você se destaque mais, é nato e fato.
Depois de anos praticando a dança do ventre, como tudo que fazemos na vida, nunca me livei daquele sentimento de sede dentro de mim, sei que estou longe de ser perfeita apesar de saber que sou boa, mas nunca é suficiente, sempre quero mais. Com essa inquietude aqui dentro comecei a fazer aulas de percussão árabe para poder estudar melhor os ritmos e sentí-los mais naturalmente e consequentemente melhorar a minha performance. Finalmente cheguei a conclusão que agora me parece lógica e muitos já devem saber, mas que para mim era um  enigma: Nós bailarinos realmente tocamos a música com o corpo através dos nossos movimentos. Sinto cada batida no derbake ressoando nos meus quadris e ombros, sinto a flauta me movimentando como uma serpente em oitos e camelos e cada dia tenho mais consciência dos ritmos e sons e dos movimentos do meu corpo.
 Uma boa leitura musical é extremamente importante para uma boa performance. Sempre ouvimos de nossos professores de dança: "feche os olhos e escute a música, sinta-a.", quando fazemos isso e conseguimos sentir profundamente com a nossa alma, distinguimos os
instrumentos, separamos os sons e os ritmos e por fim conseguimos realmente tocar a música com nosso corpo. Em qualquer modalidade de dança é assim, desde o ballet clássico, jazz, danças de salão e danças orientais. Mesmo se você não simpatizar em tocar algum instrumento, passe um momento escutando apenas a música, ouça, leia mentalmente seu ritmo, separe os instrumentos e depois dance-a, tenho certeza que vai melhorar muito mesmo a sua performance, assim como sinto a cada dia uma melhora na minha. <3

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tudo que VOCÊ quiser





Uma vez uma professora de Dança do  Ventre me falou sobre um filme chamado "Whatever Lola Wants",que em português significa "Tudo que Lola Quiser" ela me disse pra procurar pra assistir pois ele iria intensificar muito meu desejo de evoluir na dança. Na época estava começando a tomar gosto por seguir a carreira profissional na dança do ventre e depois de muito procurar encontrei em uma locadora e finalmente assisti esse filme da história de Lola, uma garota de 25 anos que trabalha nos correios, pratica ballet clássico e sonha em se tornar uma profissional, porém não tem muita sorte na concorrida Nova York, cidade onde mora. Seu melhor amigo, um imigrante do Cairo conta a história de uma lendária bailarina egípcia, Ismaham, e Lola fica encantada com a determinação dela, coinscidentemente ela se apaixona por um egípcio que volta para o Cairo e ela resolve seguí-lo até lá, onde Lola em meio a desilusões e dificuldades acaba se descobrindo e unindo forças para realizar o seu sonho de se tornar uma grande bailarina como Ismaham. 
Não contarei aqui o filme todo né? Mas melhor que isso deixarei o link do filme completo pra quem quiser assistir e se emocionar com essa linda história.
Esse filme é uma grande lição de vida e um incentivo para quer quer correr atrás dos seus sonhos. Sempre que me sinto desmotivada a seguir em frente assisto novamente ou mesmo lembro do diálogo de Ismaham e Lola em uma das cenas:

Não sou capaz. Nunca serei.”
“Desista então.”
“Por que não me mostra como se faz?”
“Porque não somos iguais. Lola, eu não posso te ensinar a ser você mesma. [...] Dance para você, não para eles. [...] Veja toda a energia que você está desperdiçando. Pegue essa energia e use-a. Use tudo o que está vivendo. Não fuja dos seus sentimentos. [...] Use o seu corpo. Seja o seu próprio instrumento. Mostre-me o seu interior.”
(Ismahan e Lola, no filme Whatever Lola Wants.)

 “Whatever Lola Wants” mostra o poder transformador da dança. Não importa qual seja ela, quando a dança é algo genuíno em nós, ela nos move. Mesmo que a sua dança não seja a do ventre, é impossível não se ver na história da Lola.
Um filme a ser passado de professora para alunas e em breve juntarei minhas pupilas para assistirmos todas juntas.


Eis o filme na íntegra com legenda em português postado pelo querido Marcos Elias:





terça-feira, 6 de agosto de 2013

101 Coisas em 1001 Dias

  
Vi esse projeto num Blog que adoro da Isabela Freitas e achei super bacana, por isso resolvi fazer. Afinal tenho muitas metas a serem cumpridas e listar e dar um prazo é uma boa maneira de torná-las reais. 
Lendo as metas da Bebela me identifiquei com várias delas, algumas parecem até copiadas (só parecem) e outras realmente são (Vai ter bom gosto assim né?).
Embora meu blog seja sobre dança, achei válido postar aqui porque muitas das minhas metas são relacionadas a isso. Espero que gostem! <3




"Criado pelo neozelandês Michael Green, a ideia foi abrasileirada por Patricia Muller. Quem participa deve criar metas mensuráveis, realistas, e específicas - além de, obviamente, precisarem de algum esforço para serem completadas".



Projeto 101 Coisas em 1001 Dias: Ele consiste em escrever uma lista de metas para a sua vida, que você deverá cumprir no período de 1001 dias – ou 2 anos e 9 meses aproximadamente. A lista é publicada no seu blog, onde você também posta sobre o seu progresso e metas cumpridas.

Eis as minhas metas:




1. Abrir mais turmas de aulas de Dança do Ventre (infantil, adolescentes e adultos) em horários que possam atender todos que querem aprender.
2. Expandir meus horizontes tanto nas aulas quanto nas performances.
3. Tirar meu DRT de dança.
4. Realizar um grande evento com bailarinas de renome.
5. Aprender a tocar derback para poder tocar para minhas alunas nas minhas aulas de Dança do Ventre.
6. Concorrer no Mercado Persa na Categoria Profissional Star.
7. Conquistar alguma colocação entre as três primeiras no Mercado Persa na categoria Profissional Star.
8. Ter meu próprio espaço de dança (acho que vai demorar mais que 2 anos, mas vamos sonhando).







9. Conhecer o Egito (meu sonho desde que entendo que o mundo é mundo e principalmente depois que conheci a Dança do Ventre).
10. Fazer um Cruzeiro Marítimo.
11. Viajar com meus melhores amigos para outro país.
12. Viajar a Europa com meu amor.
13. Viajar pela Europa de Trem.
14. Conhecer a Tailândia.
15. Conhecer Machu Picchu.
16. Ver neve de perto, fazer um boneco e guerra de neve.
17. Viajar para fora do país com minha família.
18. Mergulhar em Fernando de Noronha.
19. Conhecer Berlin e seu famoso muro.



20. Beijar meu amor na Torre Eiffel.
21. Receber um pedido de casamento em um lugar muito especial (ahh gente! rsrsrsr).
22. Beijar na chuva.
23. Amar e ser amada cada dia mais.
24. Ser menos ciumenta.
25. Casar na praia.
26. Viver mais de 1001 noites (muito mais) de muito amor.




27. Parar de me importar com coisas pequenas vindas de pessoas de mente pequena.
28. Conseguir perdoar de coração pessoas que quero perdoar mas ainda não consigo.
29. Dar mais atenção pra minha família.
30. Não sentir um pingo de rancor por meu pai ainda não ter me reconhecido.
31. Conseguir emanar amor para aqueles que me odeiam.
32. Aprender a confiar nas pessoas sem ser idiota.


33. Fazer Faculdade de Educação Física.
34. Concluir o curso de profissionalização em Dança do Ventre.
35. Fazer workshop de Dança do Ventre com a bailarina Ansuya nos EUA.
36. Fazer workshop de ritmologia com Hossan Ramzy.
37. Fazer um curso de pelo menos um mês de Dança do Ventre com a bailarina Saida em Buenos Aires.
38. Fazer workshop de Tribal Fusion com a bailarina Rachel Brice.
39. Aprender a falar inglês e espanhol fluentemente.
40. Conseguir seguir com a musculação por pelo menos um ano, 5 dias na semana. Ok, pelo menos 3.
41. Diminuir o consumo de álcool consideravelmente.
42. Praticar Ioga.
43. Ter uma alimentação mais saudável.
44. Parar de fumar cigarro pra sempre.
45. Ter uma cauda de sereia que dê pra nadar com ela. (*-*)
46. Comprar uma câmera fotográfica profissional.
47. Comprar filmes que quero muito para minha coleção de DVDs
48. Comprar mais livros e fazer uma biblioteca.
49. Ter uma adega de vinhos em casa.




50. Fazer um curso de mergulho.
51. Fazer um projeto social relacionado a dança e teatro para crianças carentes.
52. Fazer a unha toda semana.
53. Cuidar do cabelo.
54. Deixar meu cabelo crescer até a cintura (novamente).
55. Fazer um curso de fotografia.
56. Aprender a usar o photoshop.
57. Aprender um outro instrumento.
58. Resolver meu processo de paternidade com meu pai.
59. Ir no show do Iron Maidan, Mettalica e Pearl Jam.


60. Andar de Balão.
61. Pular de asa delta e perder o medo de me jogar de grandes alturas.
61. Casar com meu amor.
63. Fazer rapel numa cachoeira.
64. Frequentar o centro espírita.
65. Conhecer um terreiro de candomblé.
66. Realizar rituais em todos os solstícios e equinócios.
67. Ver a lua cheia nascer todo mês.
68. Nadar (nua) na praia com a lua cheia frequentemente.
69. Realizar pelo menos 10 fantasias sexuais loucas.
70. Manter mais contato com meus grandes amigos que moram distantes.
71. Tirar habilitação de carro e moto (demorou).
72. Ter um fusca conversível.
73. Fazer uma viagem de carro pelo Brasil.
74. Dirigir escutando a trilha sonora de Pulp Fiction bem alto.
75. Ver a aurora boreal de perto.
76. Ser mais organizada.
77. Ignorar pessoas e atitudes que merecem ser ignoradas.
78. Ter minha casa própria com sótão, porão, passagem secreta, banheira, salão com espelho para dança e piscina pra nadar com minha cauda de sereia.
79. Terminar minhas tatuagens.
80. Pegar uma onda em pé na prancha.
81. Conhecer minha família paterna.
82. Assistir 101 filmes (um por dia).
83.  Ter um jardim igual do filme "O jardim secreto'' na minha casa e cuidar dele todos os dias. (Roubei da Bebela, mas é meu sonho e minha meta tbm..rsrsrrs)
84. Fazer aquela visita no Rio a todas a minhas amigas que me abandonaram e foram morar na cidade maravilhosa.
85. Aprender a cozinhar e cozinhar pros amigos e pro amor :p
86. Aprender a fazer sushi e fazer jantares para meus amigos e pro amor.
87. Acordar mais cedo. (tipo 10 horas!)
88. Dormir cedo.
89. Ganhar melhor $$$.
90. Andar na roda gigante London Eye (Passei 1 mês em Londres e não fiz isso =/ )
91. Receber um buquê de rosas e depois colocar as pétalas na banheira.
92.Voltar pro curso de tecido acrobático.
93. Fazer um curso de pelo menos um mês em São Paulo na escola da Lulu Sabongi.
94. Participar da pré seleção da casa de chá Khan el Kallili para obter um feedback sobre minha performance.
95. Obter o padrão de qualidade da casa de chá Khan el Kallili.
96. Conseguir me apresentar em outro País (Dança do Ventre).
97. Ter uma super maleta de maquiagens incluíndo artística.
98. Aprender a me maquiar bem.
99. Viajar para fora do país pelo menos uma vez por ano.
100. Conhecer um país novo por ano.
101. Realizar todos os 100 itens anteriores em 1001 dias (ou o mais breve possível!)

UFAAA!

"Ah! Quanto querer cabe em meu coração..."



Aqui vai o link do blog da Isabela Freitas com a lista de metas dela:





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Desenvolvimento da Disciplina, Responsabilidade e Auto Estima em Adolescentes Através da Dança.

Sou professora de Dança do Ventre de uma turma de meninas com idade entre 12 e 15 anos e venho trabalhando com elas a quase um ano. Tenho desenvolvido uma experiência empírica acerca do tema abordado nesse post do blog: O desenvolvimento da disciplina, responsabilidade e auto estima em adolescentes através das aulas de dança.
Quando comecei com a turma, encontrei meninas em uma idade conflituosa: A puberdade. Elas estão passando de meninas para mulheres e esta transição não tem um tempo específico para acontecer e cada uma delas está amadurecendo em seu tempo, porém vejo o dilema predominantes em todas: Ainda são crianças demais para certas coisas ou se sentem moças demais para outras.
O que estou descrevendo aqui, pode não ser uma verdade absoluta ou pode nem mesmo fazer um real sentido do ponto de vista da sociologia e psicologia, afinal não sou profissional em nenhuma dessas áreas apesar de já ter estudado o básico na faculdade de Direito. Sou uma professora de dança que diante de algumas atitudes e características indentificadas em minhas alunas, resolvi criar uma metodologia de ensino onde eu possa ajudar a construir um bom caráter, a torná-las adultas responsáveis, disciplinadas e auto-confiantes.
Pela minha experiência em alguns anos como professora, percebi que em cada idade devemos lidar de uma certa forma com as alunas. Tanto em relação a linguagem usada, os movimentos ensinados, a metodologia e o nível de cobrança do comprometimento das alunas. As crianças por exemplo, que costumo pegar a partir dos oito anos de idade, desenvolvo um trabalho mais leve e dinâmico para poder prender a atenção das meninas e não deixar a aula chata. Eu sempre digo para as mães que nessa idade o ideal é colocar no ballet e no jazz devido a base que essas modalidades proporcionam, mas se o que elas e principalmente as crianças querem é Dança do Ventre, não vejo problema nenhum desde que seja trabalhado da forma correta, respeitando as limitações de uma criança, da sua anatomia e fisiologia e principalmente do seu psicológico.
As alunas adultas, principalmente as que nunca praticaram essa ou nenhuma modalidade de dança também deve ser trabalhado de forma leve e paciente, respeitando o limite de cada uma, porém a linguagem muda, desenvolvemos muito a sensualidade e a auto estima. As mulheres que entram na dança do ventre, principalmente depois dos 30 anos de idade, escolhem essa modalidade para si mesmas, para se descobrirem, dançam pra si, não se interessam muito por apresentações e competições, estão alí para aliviar as tensões do dia a dia relacionadas ao trabalho, casamento, filhos e etc.
Já as adolescentes são um caso a parte, elas não são tão inocentes quantos as crianças e nem vividas e experientes como as adultas, as vezes são rebeldes em decorrência da própria idade e tendem a querer fazer apenas aquilo que querem. Com minhas alunas eu tive um  tempo até entender o que eu precisava fazer para poder fazer com que chegassem no horário a tempo do alongamento, para que fizessem os exercícios de repetição sem reclamar e para que não aparecessem apenas quando iríamos ensaiar coreografias para apresentações.
Primeiro criei um esquema de aulas em que eu pudesse explorar tudo que fosse necessário: Alongamento fundamental no início, aquecimento com isolamentos (quadril, peito, cabeça, ombros...), estudo e desenvolvimento de novos movimentos e por fim sequências com movimentos aprendidos e/ ou estudo de coreografia mais alongamento final. Mas mesmo assim elas ainda queriam fazer apenas o que achavam divertido, ficavam conversando nas aulas, brincando e etc. Foi aí que tive um estalo (plimmm), notei que o que elas curtiam  era dançar e não repetir movimentos apesar de ser primordial esse passo para se obter a evolução e a perfeição, percebi que o ápice nas aulas de dança para elas é poderem se apresentar publicamente porque isso aumenta muito a estima delas, poderem mostrar o que estão aprendendo para amigos, colegas de escola e família, é como uma forma de obter atenção e reconhecimento que a maioria das meninas dessa idade precisam.
O que fiz foi aliar o que elas sonhavam em realizar com o que elas precisavam fazer para chegar lá e então criei regras como na escola. Impor regras e limites nessa idade é fundamental, fiz elas perceberem que apesar da dança ser um hobbie também é algo sério principalmente se elas querem evoluir e um dia serem bailarinas profissionais. Criei regras em relação a horário e atraso, limites de faltas e regras sobre comportamento e conduta de umas com as outras durante as aulas, respeito as diferenças de nível e companherismo. Em vez de rir da colega que ainda não consegue fazer o movimento, ajude. E não é que funcionou? Ninguém falta mais a não ser com atestado médico ou declaração da mãe com uma justificativa plausível sob pena de não poderem se apresentar quando for oportuno. Para não ficar aquele clima de escola, as vezes dou um tempo livre para dançarem a vontade e explorarem os movimentos aprendidos, quando possível assistimos filmes sobre dança e motivação para não desistirem dos seus sonhos.
Resultado: Agora tenho alunas adolescentes cada vez mais responsáveis, disciplinadas e com uma auto estima incrível, quando falo para elas fazerem a coreografia sozinhas sem meu auxílio elas amam o desafio e se sentem orgulhosas. Vejo muito talento na minha turma e fico feliz de ter encontrado um caminho para não desperdiçar isso. A maior gratificação? Vê-las evoluindo, felizes, realizadas e sendo aplaudidas e parabenizadas nas apresentações.

sábado, 3 de agosto de 2013

Admiração X Inveja

Acho que todo mundo já foi objeto de inveja de alguém em algum ou alguns momentos da vida, infelizmente faz parte do cotidiano e do nível de evolução de cada um. Todo mundo também já invejou, nem que seja aquela "inveja boa" que as vezes usamos para definir  o desejo de viver a expêriencia ou o momento na vida de uma pessoa, seja uma promoção de emprego, a posição social, um relacionamento, o físico e a beleza de alguém. Porém existe uma linha tênue entre a tal da "inveja boa" e a inveja propriamente dita, aquele sentimento ruim que as vezes chega até sugar a energia do alvo desse sentimento. Para mim a "inveja boa" não existe, inveja nunca é boa, eu prefiro definir como admiração ou inveja.
Vejamos ao pé da letra o significado de ambas palavrinhas:

Admiração: "s.f. Sentimento de prazer, de respeito, experimentado diante daquilo que é belo e bom."

Inveja: "s.f. Sentimento de cobiça à vista da felicidade, da superioridade de outrem: ter inveja de alguém.
Sensação ou vontade indomável de possuir o que pertence a outra pessoa: ela tem inveja do marido da outra; ele tem inveja do seu chefe.
O objeto, os bens, as posses que são alvos de inveja: seu carro importado era a inveja dos vizinhos todos.
(Etm. do latim: invidia)"

Em suas próprias definições podemos ver que a admiração é algo simples e a inveja bem complexa.
Quando admiramos algo, também podemos ter o desejo de ser/ter/viver o que é de outrem e sinceramente isso não é pecado nenhum. Todos temos sonhos e almejamos algo, todos temos ídolos em quem nos inspiramos para um dia chegar a ser/ter/viver o que eles são. Porém o que difere da inveja é que por sua vez, a pessoa invejosa cobiça a outra mas tem o desejo de obter o sucesso sozinha, em uma linguagem mais clara ela quer se dar bem e que a pessoa que é o alvo da cobiça não tenha aquilo que tem por merecimento, por isso é um sentimento tão ruim, a pessoa invejosa coloca tanta energia ruim para que as coisas não dêem certo para os outros e sim para ela, que é comum que os alvos dos invejosos sintam-se sugados na presença dos mesmos.
Chamo esses de vampiros de energia. Geralmente são pessoas fracassadas na maioria das vezes, que podem até obter algum sucesso temporário decorrente de armações e mentiras. Elas criticam muito o objeto da sua inveja e não perdem a oportunidade de tentar difamá-la, denegrir a sua imagem e puxar o tapete quando oportuno. São bem dissimuladas na maioria das vezes e tendem a se fazer boazinhas criam uma mentira na sua própria mente que realmente elas são as vítimas e elas que mereciam ter o sucesso ou o que seja o objeto de desejo dela. O pior  é que elas acreditam nisso e quem ainda não conhece bem a pessoa até acredita que realmente ela é o que diz ser.
Infelizmente no meio artístico tem muita inveja. As pessoas geralmente começam a fazer algum tipo de manifestação artística pelo sentido em si da arte que ao meu ver é totalmente positivo. Para se descobrirem, por amor e paixão a arte, por se sentirem bem, porém as vezes quando entra no âmbito profissional elas tendem a ficar competitivas e individualistas, algumas pessoas começam a não  conseguir conviver com o fato de outras pessoas poderem estar trabalhando com a mesma arte, crescendo e brilhando, ela quer ser única. Isso se deve a um desvio de caráter porque geralmente essas pessoas que agem dessa forma são assim por natureza e lamentávelmente nunca se curam, pois não existe a cura. Caráter ou você tem um bom ou um mal.
A única forma de se proteger desse tipo de gente é se afastando, procurando ignorar as ofensas e emanar um sentimento positivo em relação a elas e principalmente continuar praticando o bem, não se deixar converter numa pessoa como esta e procurar ser o oposto. Continue sendo o que você é sempre no caminho do bem, procurando admirar as pessoas e não invejar. Saber apreciar o que é belo sem invejar é uma dádiva e só trará bons frutos. Se por ventura ver algo que não te agrada, não critique, não ofenda, apenas guarde para si e tome como exemplo do que você não deseja se tornar.
 

"A vida é um ping pong: tudo o que você faz volta, de alguma forma, para você. Pode demorar muitos e muitos anos, mas, tenha certeza, volta mesmo.
Pena que não descobrimos isso quando somos crianças. Aprenderíamos desde cedo que lapidar nosso caráter traz um efeito benéfico e multiplicador ao longo da vida e nos faz viver com mais conforto, tranqüilidade e sucesso.
É fácil perceber pessoas a nossa volta que têm problemas de índole e, por conseqüência, puxam seus próprios tapetes. Essa situação aparentemente caricata assemelha-se a um desenho animado, onde o personagem, no intuito de fazer algo em seu benefício, cai ao puxar o tapete em que está pisando. Vemos isso todos os dias!
Como dizer a essas pessoas que a deficiência está no caráter que elas desenvolveram? A má notícia é que, infelizmente, não existe cura. É o típico "pau que nasce torto, morre torto". Se você fizer o mesmo, obterá problemas em curtíssimo prazo.  Não se arrisque a pisar no mesmo tapete!".

Jorge Sabongi 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sair pra Dançar

Quantas de nós usamos esse clichê nos finais de semana? "Vamos sair pra dançar?" ou "hoje eu só quero saber de dançar a noite toda". Eu sou uma dessas. Amo Rock an Roll e adoro a liberdade de poder dançar ao som de um bom Rockabilly e Punk Rock, sacudir os cabelos com um bom e velho Old School ou mesmo sentir a vibração de um rock mais romântico percorrer pelo meu corpo e transbordar os sentimentos em forma de movimentos.
Mas a pouco mais de um mês atrás, embora todos os finais de semana eu saísse de casa decidida a dançar como se não houvesse amanhã, algo me 
impedia que eu curtisse a noite e o som dessa forma:  
O CIGARRO.
Eu nunca fui uma fumante ativa, já tive épocas na minha vida em que acendia um cigarro pra fazer charme (coisa de adolescente besta), outra época tive um namorado que fumava e nosso robbie era jogar cartas fumando sem parar e,  atualmente (mas nem tanto porque já fazia mais de um ano) eu criei a desculpa do "só fumo quando bebo" e o que era pra ser uma desculpa para fumar virou rotina, dependência. As vezes eu nem tinha pegado um drink e já ligava automaticamente na minha cabeça que eu tinha que fumar um cigarro e assim foi por um longo período, até o cigarro virar companheiro de madrugadas solitárias, amigo de balada, tranquilizante nos momentos de nervosismo e ansiedade. De fato era raro eu acender um cigarro de dia, mas a noite (e eu sou uma coruja praticamente) eu chegava a fumar até 1 maço de "Gudan Garan" por noite, sim aquele cigarro fedido de sabores que empreguina nos cabelos, nos dedos e por onde passar.
Chegávamos na balada, pegávamos um drink e acendíamos um cigarro. Digo isso no plural porque eu não estava sozinha nessa e falando assim pode parecer besteira, mas se você fuma, seus amigos fumam, seu paquera ou namorado fuma: F****! Todos fumam bem mais porque se acabou seu cigarro, seu amigo acende e já você acende outro e isso vira um ciclo vicioso a noite toda. Sem brincadeira.
Resultado: na balada ficávamos o tempo todo na área de fumantes (LÁ FORA) e dançar que é bom? NADA! Começava a tocar a música que eu amo, "Vamos dançar?" "Ahhh, deixa só eu acabar esse cigarro" e por fim, quem fuma ou já fumou (principalmente aquele gudan que é um soco no pulmão) sabe que o ritmo diminui muito, ficava ofegante e cansada, dançava uma música e já não aguentava mais e sabe que eu fazia? Acendia outro cigarro.
Burra, estúpida! Como pude ser assim por tanto tempo... sei lá, um ano e meio? dois? já é um tempo razoável de nicotina, alcatrão e todo tipo de toxina no meu pulmão. CHEGAAAAA! Uma bailarina e professora de dança fumante? só pode ser piada né? parecia mas não era.
Se me conheço bem eu não conseguiria facilmente largar esse vício de um dia pro outro apenas por tomar consciência que isso me fazia muito mal, era feio e me deixava fedida. Se fosse fácil assim ninguém fumaria e quem fumasse seria consirado suicida. Então eu e minha amiga fizemos uma promessa. Promessas funcionam comigo desde que eu era pequena e fazia quaresma de chicletes com uma amiga de infância, não sei se é signo (a propósito sou capricorniana), mas essas coisas funcionam mesmo comigo. Nós fizemos uma promessa que não fumaríamos mais ou senão teríamos que raspar nossas cabeças, pesado né? mas era isso ou mais sei lá quantos maços de cigarro, quanta vida disperdiçada, quantas músicas sem dançar...

Parei! Aliás, paramos. Já faz pouco mais de um mês, ou só faz um mês, sei lá, mas juro pra vocês que já senti meu pique voltar, estou cada dia mais disposta nas aulas de dança, não fico mais com as pontas dos dedos e cabelos fedidas (o que meu namorado gostou muito) e principalmente: VOU PRA BALADA E DANÇO A NOITE TODA! Agora sim eu redescobri o verdadeiro sentido daquele clichê dos finais de semana e  aproveitando que hoje é sexta, "vamos sair pra dançar?" <3

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Lado Bom da Vida

Adoro filmes! Com certeza se tenho tempo assisto pelo menos um por dia e também adoro colecionar. Meus preferidos são os clássicos, os de terror e os de dança. Aliás, sou elouquecida por filmes sobre dança, não necessariamente musicais mas qualquer um que traga uma história sobre essa paixão.
 Quando vejo um filme de dança não penso duas vezes antes de alugar ou comprar, na minha coleção tem Billy Eliot, Embalos de Sábado a Noite, Hairspray, Greese, Dirty Dancing, entre outros, e ainda tem vários que são  objetos do meu desejo e ainda não achei para comprar.

Esses dias passando pela banca de DVDs comprei uns cinco que achei que poderiam ser bacanas, entre ele estava um com oito indicações ao Oscar incluindo o que deu a jovem Jennifer Lawrence o de melhor atriz: O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook). Não sou muito de comédia romântica e nem drama mas pensei: "quero ver se foi merecido" hahaha, sei lá, sempre acompanho o Oscar mas as vezes acho umas indicações meio forçadas a guela abaixo.
Da minha pilha de DVDs novos esse foi ficando por baixo, por último, realmente o título traduzido meio água com açucar não me atraía apesar de eu gostar muito do ator protagonista o Bradley Cooper (Se Beber não Case) e ter simpatizado muito com a vencedora do Oscar. Mas como diz aquele velho de ditado: "Não se deve julgar um livro pela capa" e nem "um filme por seu título traduzido em potuguês" (Ok, esse último não é um velho ditado mas deveria ser).
Eis que ontem diante da minha insônia diária, nada de interessante na TV, lembrei do filme embaixo da pilha de DVDs novos e resolvi dar uma chance a ele, ver "o lado bom do filme com um título água com açucar" e me surpreendi.

Acho que quem fez aquela sinopse não fez jus ao recheio do filme. Apesar da indicação dizer que o tema do filme era "sobrenatural" (oi???), comecei rindo igual uma retardada e acabei chorando igual criança, de soluçar.
O filme trata do transtorno bipolar do protagonista bonitão que é internado após uma crise que sofreu ao flagrar a esposa com o professor de história da universidade em que lecionavam,  quando sai da clínica sem nada, tenta a todo custo retomar o controle de sua vida com uma dose alta de otimismo e apegado ao lema "Excelsior" que é algo como "pense sempre positivo", daí ele encontra a misteriosa Tiffany que é igualmente pertubada por ter perdido o marido tão jovem e compulsiva por sexo  usando disso como válvula de escape para se encontrar.  De "bonus" o filme ainda traz o pai do bonitão, ninguém menos que Robert de Niro em uma excelente atuação de um pai de família falido, viciado em jogo e com transtorno obcessivo compulsivo (TOC).
A trama é um verdadeiro jogo de gato e rato entre os personagens principais que descobrem na loucura de uma troca de favores o apoio para encontrarem o equilíbrio. Ele ajuda Tiffany a participar de um concurso de dança enquanto ela promete ajudá-lo a se aproximar da ex-mulher. Por fim ela que já se mostra desde o começo caidinha por ele o faz perceber através da insanidade de ambos, dos ensaios de dança, do contato e da química um com o outro que também está louco por ela.
Uma história emocionante que diverte e nos faz refletir. O que é mostrado na tela é uma versão amena sobre a realidade das famílias que convivem com essas doenças.
E no fim vemos o verdadeiro sentido do título água com açucar e passamos ainda mais a valorizar e ter sede de viver O LADO BOM DA VIDA.

Obs: Jennifer Lawrence me surpreendeu em sua atuação, não é a tôa que estão dizendo por aí que ela será facilmente a nova Meryl Strip com seu encanto e capacidade de interpretar vários personagens diferentes. Mereceu muito na minha opinião.