Pensaram que eu tinha abandonado meu blog né? Nananinanão!!! O que acontece é que eu estou no meio de uma maravilhosa EUROTRIP e realmente estava muito difícil parar pra contar tudo que está acontecendo por aqui. Mas hoje resolvi tirar um dia de "folga" dos centros turísticos, paisagens maravilhosas, culturas incríveis entre outras coisas e dar uma cuidada de mim e do meu blog.
Bom, essa viagem que durará exatamente um mês não teve o principal foco na dança, mas como eu não consigo ficar sem bailar tanto tempo assim, claro que estou aproveitando para adquirir experiências e trocar figurinhas por onde passar.
Primeira parada da TRIP: Amsterdam - Holanda, segunda vez que venho a este País e essa cidade encantadora. Meu namorado e eu reservamos um estúdio em uma região central, pertinho de tudo (em Amsterdam, dependendo do lugar que você se hospeda da pra fazer tudo a pé ou de bicicleta), o estúdio fica em frente uma linda catedral e da famosa casa Anne Frank* (onde se escondeu uma jovem judia que escreveu um diário durante o holocausto e contou seu dia-a-dia no período do regime nazista. Anne Frank tinha uma maturidade incrível para sua idade e época, sobretudo pelo momento em que passava, ela escrevia suas concepções sobre o mundo. Seu diário foi encontrado e publicado depois que ela e toda sua família, assim como centenas de judeus, foram executados pelo ditador Hitler. )=Logo que cheguei em Amsterdam fui tomada por uma nostalgia incrível, pois estive lá há dois anos atrás. Porém minha cabeça na época, estava com outro foco, outros planos e talvez isso não tivesse me feito perceber tão claramente que a cidade era tão ritmica, musical e dançante.
As vezes pensamos em sons, em ritmos apenas quando ouvimos músicas hamônicas, com diversos instrumentos sincronizados e uma linda voz interpretando, mas não. De um tempo pra cá, eu aprendi a ouvir outros tipos de músicas, outros ritmos, os sons da natureza, das cidades, os sons da noite e até os barulhinhos do silêncio.
Amsterdam durante o dia é uma linda loucura de imagens e sons que formam um verdadeiro
espetáculo, as construções antigas que antes eram depósitos que abrigavam os produtos produzidos por lá afim de serem escoados através dos canais para o porto de Rotterdam, são um charme a parte, por ter um solo muito instável devido aos canais que cruzam quase toda a Holanda, muitos dos prédios são tortinhos, inclinados para um lado, para o outro ou para frente, dando a impressão que podem cair a qualquer momento, muitos possuem flores em todas as janelas. Aliás, há flores por todos os lados, nas ruas, nos canais, nas bancas e nas cestinhas de bicicletas e tem até mesmo um mercado apenas para elas, o Mercado das Flores onde se encontra flores e sementes de inúmeras espécies de lá. Nos canais muitos barcos circulando, o que apelidou Amsterdam como a Veneza Holandesa. Barcos vem e vão em uma eterna dança. Nas ruas muitas bicicletas, trans, ônibus e carros, (tem que se ter muito cuidado ao atravessar as ruas e sempre respeitar os sinais e as faixas de pedestres, os holandeses respeitam muito e lá as bicicletas são prioridades até mais que os pedestres.)
As buzinas das bicicletas, dos trans entre outros veículos, o trotar dos cavalos nas charretes, o violino de um artista de rua, o fole de outro, as conversas nas ruas, esquinas, bares e coffees, em todos os idiomas que se pode imaginar, os sinos das igrejas, formam uma linda música, encantadora e se você parar pra ouvir consegue distinguir cada som.Os sons das igrejas são o que mais me fascinaram, em especial a que ficava em frente o estúdio onde
me hospedei e podia vê-la da minha janela, a cada hora cheia o sino badala o número de vezes respectivas ao horário, mas antes de ele anunciar a hora, toca uma linda música que parece o som de uma caixinha de música, daquelas que tem uma bailarina girando. Nessa hora é impossível não dançar, nem que seja balançando os pezinhos ou a cabeça. <3
A noite de Amsterdam é um espetáculo de luzes, diversidade e diversão. Uma amiga que conheci lá da última vez me levou em um Pub onde um Dj e um saxofonista tocam juntos o mesmo som, um verdadeiro espetáculo que impossibilita qualquer um de ficar parado.
Além de apreciar os sons dessa linda cidade, vagar sem rumo pelas ruazinhas cercadas de canais com
meu amor, sair pra dançar a noite e encontrar uma querida amiga, tive o prazer de fazer um workshop de Tribal Fusion com uma linda bailarina holandesa criada em Portugal, a Winde Mertens, que durante algumas horas me ensinou fundamentos que levarei pra toda minha vida e que sigo praticando, principalmente a saudação ao sol do ioga que além de tudo é um ótimo alongamento e preparação pra qualquer bailarina.
No último dia de Amsterdam tive a honra de me apresentar em um restaurante oriental onde se apresentam bailarinas renomadas da Holanda, entre elas a Amarah Ates e Mischa, que infelizmente não tive o prazer de conhecê-las pessoalmente ainda pois estão de férias após uma longa temporada de verão, mas que espero poder voltar e trocar experiências com todas.
(Apresentação no Nomads em Amsterdam)
Por fim me despedi já com muita saudade dessa cidade maravilhosa, que ainda tenho como a preferida entre as que conheci na Europa, mas muito feliz por ter realizado um sonho de me apresentar em outro País que não o meu, de ter aprendido mais um pouco e poder sair com a sensação de dever mais que cumprido. De malas prontas fui realizar mais alguns sonhos. <3







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