sábado, 11 de janeiro de 2014

Coisas que NÃO se Deve Perguntar a uma Bailarina de Dança do Ventre!


Olá bailarinas e "amigos de bailarinas",

Estou aqui para dar umas dicas aos engraçadinhos e ignorantes que sempre tem uma perguntinha indiscreta quando dizemos que somos bailarinas de Dança do Ventre.
Portanto, quando conhecer uma JAMAIS PERGUNTE:


1."Mas você trabalha ou só dança?"
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2. " Você sabe dançar como a Shakira?"
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3. "Você faz o quadradinho de 8?"
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4. "Já dançou pro seu namorado?"
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5."Quando você vai dançar pra mim?"
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6."Você pode dançar de graça na minha festa, AMIGA?!"


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7. "Dança do Ventre dá barriga?"

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8. "Você faz aquele 'negócio' com a barriga?".

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9. "Dança aí só um pouquinho pra eu ver se você sabe".

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10. "Me dá umas aulas aí pra eu dançar pro meu namorado".

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Portanto, antes de fazer qualquer uma dessas perguntas ou algo semelhante, morra PFVR!!!


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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bellyfitness - A União Perfeita da Ginástica e Dança do Ventre



Há pouco mais de um mês, tive o prazer e a honra de fazer parte da primeira turma formada em Bellyfitness por sua idealizadora e criadora Bruna Nassif, uma talentosa bailarina, professora e coreógrafa que recentemente integrou o time de profissionais com padrão de qualidade Khan el Khalili.
Soube dessa nova modalidade durante o evento organizado por Lulu from Brazil na Shangrilá House, o Mosaico Brasil - Egito que contou com ótimos workshops, incluindo o da Bruna. Infelizmente  eu não pude ir no Mosaico, então continuei pesquisando sobre o Bellyfitness e fiquei cada dia mais encantada com o método, até que tive a oportunidade de fazer o curso em SP e desde então trouxe o bellyfitness para minhas aulas e para minha vida.

(Primeira Tuma Formada em Bellyfitness em SP na Shangrilá House)

Quando comecei a pesquisar sobre o Bellyfitness encontrei muitos vídeos internacionais no you tube sobre aulas que se denominavam como tal, e percebi que era apenas uma aula de dança do ventre mais paulera, e pensei: "é só isso?".
Não! Não o Bellyfitness idealizado, desenvolvido e registrado por Bruna Nassif, esse eu tive o prazer de conhecer e me formar e percebi que é muito mais do que uma aula de Dança do Ventre mais "puxada", é todo um trabalho minucioso de preparação física para bailarinas do ventre.
A Bruna Nassif além de uma excelente profissional da Dança Oriental, é também uma estudante de Educação Física que durante seu curso desenvolveu essa nova técnica. Mas o que é o Bellyfitness afinal?

O Bellyfitness consiste na preparação física de bailarinas de dança oriental, buscando trazer qualidade de vida e saúde, utilizando a dança de forma aplicada ao condicionamento físico.
É ideal para praticantes de dança oriental, que não possuem afinidade com academias convencionais. Sabemos que uma vida saudável está ligada diretamente à prática de atividade física, dieta saudável, dentre outros. Sabe-se que somente a dança do ventre, seja 1 ou 2 vezes por semana ainda é insuficiente se tratando de atividade física, ou mesmo seu excesso sem preparo físico adequado pode trazer sérias consequencias no futuro. 
Nas aulas de Bellyfitness desenvolve-se a resistencia cardiovascular, tonifica a musculatura, ativa a percepção, coordenação motora e agilidade. O diferencial é a mistura perfeita entre o treinamento aeróbico, a dança do ventre e o treinamento funcional.
Todas as aulas são minuciosamente  preparadas, acoplando elementos típicos da dança do ventre como véus, bastão e espada aos treinamentos.
É indicado para todos os públicos, desde que tenha autorização médica para a prática de atividade física.

Há duas semanas inaugurei minha primeira turma de Bellyfitness em Arraial d Ajuda e já tenho notado uma diferença na minha performance em relação a força e resistência. Como me apresento toda semana e ministro aulas regulares de Dança do Ventre, tenho notado maior facilidade para executar movimentos que exigem força, equilíbrio e também mais resistência durante as aulas e performances, apesar de ter aumentado em dobro a carga horária de aulas, me sinto mais disposta e menos cansada.
Como aqui em Arraial não tem muitas bailarinas do ventre e o Bellyfitness ainda está sendo difundido e aceito no meio oriental aos poucos, meu público maior são mulheres que nunca praticaram dança do ventre mas que querem unir uma ginástica funcional, dinâmica e divertida ao mesmo tempo e principalmente que não perca a feminilidade. O Bellyfitness tem todo o poder e funcionalidade da ginástica aeróbica e localizada sem perder o charme e a beleza da dança do ventre. Aliamos passos básicos da dança oriental como ondulações, batidas, passos folclóricos, etc; movimentos aeróbicos que tornam a aula mais empolgante e enérgica, treinamento funcional com aparelhos específicos de ginástica (bola, elásticos, pesos, caneleiras) e instrumentos da dança oriental  (bastão, espada, véus), tornando o bellyfitness uma modalidade totalmente inovadora.
Recomendo a todos que como eu não passam da terceira semana na musculação a experimentarem o Bellyfitness, pois é realmente a forma de perder peso, tonificar e enrijecer mais divertida e feminina que já provei.

(Aula Inaugural de Bellyfitness na academia Pro Fit em Arraial d Ajuda).

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Moulin Rouge - Paris qui Danse


Olá amantes da dança, da arte e também das viagens, depois de um mês rodando parte do mundo, cheguei ao nosso amado Brasil. A viagem acabou mas as experiências, os conhecimentos, as imagens, cheiros, sabores e amores... ahh! Esses vão ficar para sempre e eu vou compartilhar mais um pouco com vocês.

PARIS, como começar a falar de Paris?

"Paris nunca desilude, cidade histórica desenhada as margens do Sena, foi palco de grandes revoluções que marcaram a história do mundo. Ao mesmo tempo guarda segredos da arte, cultura, religião, gastronomia e moda, que só o visitante mais apaixonado consegue desvendar."

Em 2011 tive o privilégio de ir a Paris pela  primeira vez, era um dos meus maiores sonhos conhecer a cidade e sua grandiosa Torre Eiffel, e foi como um sonho bom, breve e surpreendente, emocionante, daqueles sonhos que acordamos com vontade de voltar pra ele.
Quando encarei a Eiffel pela primeira vez, o céu estava num tom cinza sombrio de uma tarde de outono, algumas gotas caíam do céu e também dos meus olhos, sozinha diante daquela grandiosidade, não pude conter a emoção.

(Paris - Outubro/2011)

Esse ano quando programamos a viagem, meu namorado e eu incluímos a Cidade Luz no roteiro. Agora muito bem acompanhada,( <3 ) pude ver Paris com olhos veteranos e mais acostumados a arquitetura grandiosa européia, menos deslumbrados mas não menos curiosos, Paris guarda belos segredos em demasia para ser desvendada em apenas duas visitas.




Tive o privilégio de ver a torre iluminada. Uma coisa é você ir a Paris e visitar a Torre Eiffel, outra coisa é você subir até o topo dela ao entardecer, ver a noite cair sobre a cidade mais apaixonante do mundo, ver as luzes se acenderem, vibrar com as luzes piscantes que a cada hora cheia fazem os arredores da torre vibrar em um grito uníssono de quem está assiste o seu espetáculo, como o brilho da lua no rio Sena, como um shimmie feito pela bailarina mais graciosa e habilidosa, a torre vibra em cores e fornece um espetáculo hipnótico noite a dentro.



O GRANDE  MOÍNHO VERMELHO

E como não mencionar o lendário Moulin Rouge, construído em 1889 por Josep Oller na zona de Pigalle, ao pé de Montmartre, é um símbolo emblemático da noite parisiense e possui uma rica história ligada a bohemia da cidade.



O Verdadeiro Moulin Rouge da Belle Époque:

"A despreocupação pela vida e a alegria de viver são as duas características que melhor resumem este período único na História da França. Foi um período de descanso entre duas guerras e um período de transição entre dois séculos: um período, no qual as barreiras sociais desapareceram, a revolução cultural dá esperança numa vida melhor para todos e uma rica profusão cultural que prometia bastante divertimento. A classe média misturava-se com a classe operária, e a cultura popular encontrava-se no seu auge. Nesta atmosfera, que favoreceu a criatividade artística, os círculos literários apareciam e desapareciam conforme as reuniões dos escritores, enquanto pintores e desenhadores foram especialmente inspirados por esta atmosfera alegre, por vezes, ultrajante, mas luxuosa e extravagante, que rompeu por completo com o classicismo rígido deste período.
Foi nesta época que o mundo se alterou: na arquitectura, Gustave Eiffel, um génio da arquitectura do ferro, deu início à construção da Torre Eiffel que poderia ser vista de qualquer sítio em Paris. Esta era a atracção principal da Exposição Universal de 1889.



No meio de toda a agitação, Montmartre aparecia como um local simbólico. Em 1891, a Basílica de Notre-Dame do Sagrado Coração é inaugurada com pompa e circunstância. Era esperado que com a Basílica no topo da colina, se trouxesse de volta um pouco de prestígio àquele local mal frequentado. Porém, contra todas as expectativas, a proximidade daquele local sagrado com as encostas que se assemelhavam ao Inferno, apenas deram mais carácter àquela Meca da vida parisiense. Excêntricos e artistas continuaram a frequentar os cabarés, teatros de variedades e cafés em grande número, enquanto a classe média, aristocratas e semi-mundanos, que se sentiam cada vez mais atraídos pela vida nocturna, também se habituaram a frequentar esses locais. Os cafés-concerto tornaram-se o verdadeiro símbolo desta mistura de culturas e de estratos sociais. Operários, artistas, elementos da classe média e aristocratas juntavam-se na mesma mesa, num ambiente de divertimento, luxo, festim e frivolidade.
Entre estes cabarés, alguns tornaram-se famosos: o "Chat Noir" com os seus cenários de luxo, criados por Caran d'Ache, o "Mirliton", o "Folies-Bergères", o "Moulin Rouge"... Nestes, o público vinha para ouvir as músicas anti-convenções de Aristide Bruand, assistir ao universo de luxuria, prostituição, excentricidade e onde os desempregados e a classe baixa conviviam com os outros estratos da sociedade.

A 6 de Outubro de 1889, em Montmartre, a atmosfera era festiva: no jardim de Paris é inaugurado o mais famoso cabaré de sempre - o "Moulin Rouge".

O público acorreu em massa à "Place Blanche" para descobrir este sítio extravagante com uma enorme pista de dança, espelhos por todo o lado, galerias, que eram a última palavra em elegância que se misturava com a ralé da sociedade e com as raparigas de vida fácil, um jardim decorado com um grande elefante e passeios em burros para a satisfação das senhoras. A atmosfera era de tal modo selvagem que o espectáculo não acontecia somente em palco, mas por toda a parte: aristocratas e operários divertiam-se lado a lado, numa euforia geral.

Os donos do lugar eram Joseph Oller e Charles Zidler. Eles apelidaram o seu estabelecimento de "Le Premier Palais des Femmes" (o primeiro palácio de mulheres) e apostaram no seu sucesso, anunciando a quem os quisessem ouvir, que o "Moulin Rouge" se tornaria no mais esplêndido templo de música e de dança. No primeiro dia, as suas expectativas foram superadas: os outros cabarés, cafés e teatros de diversões tiveram de se comportar e render-se à magnificiência do "Moulin Rouge".


Os bailes do "Moulin Rouge" depressa se tornaram apreciados por todos. Nestes, o público descobriu, com grande entusiasmo, uma nova dança: o can-can francês, com as suas dançarinas - as "Chahuteuses" (as raparigas indisciplinadas) e o seu ritmo barulhento, o qual, para grande desgosto de algumas pessoas, fez mesmo rodar as cabeças. No Guia para as Noites de Paris edição de 1898, o can-can francês era descrito como um exército de jovens raparigas de Paris, que dançavam esta barulheira divina, da maneira que a sua fama lhes exigia, assim como a sua flexibilidade com a moral... (Entre as figuras que mais tarde viriam a ser guardadas para a posteridade, de destacar, uma vez mais, o famoso "La Goulue" de Toulouse-Lautrec.) Foi em 1861, em Londres, quando Charles Morton, inspirado pela Quadrilha, de Céleste Mogador, inventou o can-can. Enquanto os britânicos se continuavam a chocar com esta dança, no limiar da decência, em Paris, a popularidade do can-can continuava a crescer. O can-can estava a ser moldado progressivamente, até que se tornou uma dança ritualizada, exclusiva para mulheres, que mediam pelo menos 1,70m e se vestiam e mexiam de forma graciosa, mostrando a sua arte perante os olhos do público do "Moulin Rouge".



A dança que influenciou o can-can foi inventada em 1850, por Céleste Mogador: a quadrilha - oito minutos de tirar o fôlego em perfeita harmonia, com Offenbach como mestre da Música,
Sob nomes de palco coloridos e frequentemente chocante, as mais famosas dançarinas daquele tempo competiam no cenário do "Moulin Rouge", cada uma com o seu próprio temperamento. A maior figura do can-can francês é, ainda hoje, a famosa Goulue, com o seu inigualável humor descarado. Mas ela não foi a única a ganhar fama graças ao can-can: Jane Avril, mais conhecida por Jeanne, La Folle (Jeanne, a louca), La Môme Fromage, chamada assim por ser tão jovem, Grille d'Egoût, conhecida pelo seu gosto pelo barulho, Nini Pattes-en-l'air (com as pernas no ar) que viria a abrir uma escola de can-can francês, e Yvette Guilbert, foram algumas das dançarinas que se evidenciaram no "Moulin Rouge".
Os primeiros 10 anos do "Moulin Rouge" levaram sucessivamente a noites cada vez mais extravagantes, inspiradas nos circos, cujas atracções eram mostradas no cabaré - tais como o Homem dos "gases" - permaneceram para sempre nos anais da História.


Um início triunfal, mas que perdeu alguma da sua pompa ao virar do século. A 26 de Dezembro de 1902, o último baile teve lugar numa indiferença geral. A Quadrilha já não era fascinante, e o baile do "Moulin Rouge" tornou-se um teatro-concerto sob a liderança de M. Paul-Louis Flers, um conhecido director de teatro de Paris, que queria tornar o "Moulin Rouge" num lugar mais prestigiado. Dirigiu o famoso cabaré por... 9 meses.



Após a 1ª Guerra Mundial, Francis Salabert dirigiu o "Moulin Rouge". Uma vez que ele era mais um homem de negócios, do que um homem de espectáculos, encarregou Pierre Foucret de cuidar da parte financeira e deixou a Jacques-Charles - o director de teatro número 1 daquele tempo - a tarefa de embelezar a grande Revista. Ele sonhou em montar um espectáculo com dançarinas americanas. Após muitos acontecimentos, ele conseguiu convencer Gertrude Hoffmann, então directora do "Hoffmann Ballet", a juntar-se a ele e juntos criaram a revista "Nova Iorque - Montmartre".
No topo da lista estavam as irmãs Dolly, Rosy e Jenny, as primeiras irmãs gémeas na História dos musicais. O estilo da Broadway foi visível quando eles entraram nos cenários parisienses. Na noite do primeiro espectáculo, Mistinguett, que era conhecida como a Rainha dos Musicais, estava na plateia. Ela compreendeu que uma verdadeira revolução estava a acontecer.


Jacques-Charles e Mistinguett tinham uma relação tempestuosa, mas bastante proveitosa... Muito próximos entre si nas suas vidas, colegas inspirados no palco, a sua história foi pontuada por querelas e reuniões, com zangas e reconciliações... Uma paixão turbulenta que deu origem a criações lendárias: a "Revue Mistinguett" em 1925, o famoso "Ça c'est Paris" em 1926 e outras grandes noites com a Miss e as suas raparigas, que animaram as notes parisienses até 1929, data em que eles se retiraram de cena. Entretanto, o can-can francês ganhou, novamente, prestígio. Uma certa Gesmar, de apenas 20 anos de idade, tornou-se uma "expert" na concepção dos fatos. Os seus desenhos e modelos, que revelavam beleza pura de cortar o fôlego, sempre permaneceram associados à imagem do "Moulin Rouge". Ao mesmo tempo, um jovem chamado Gabin, estreava-se em cena como um "badboy" em Paris.

Depois da partida de Mistinguett, tudo se alterou. O cinema (a 7ª Arte) tomou conta dos cabarés e o "Moulin Rouge" não foi excepção. Contudo, o "Moulin Rouge" continuava a ter grandes momentos de actividade: o "Cotton Club", as noites de "Ray Ventura and His Collegiens", alguns momentos inesquecíveis antes dos anos negros que se seguiriam.



De 1939 a 1945, Paris não tinha muito divertimento sob o domínio alemão. O único momento de destaque teve lugar alguns dias antes da libertação de Paris, com Edith Piaf, cujo talento havia sido reconhecido, a cantar no palco do "Moulin Rouge". Na primeira parte do seu espectáculo, actuará um jovem, vestido de cowboy: Yves Montand. Entre eles havia então uma troca de palavras menos agradáveis...

Houve que esperar seis anos depois do fim da 2ª Guerra Mundial, até que o "Moulin Rouge" recuperasse a sua antiga magnificência.
A 22 de Junho de 1951, Georges France (Jo France), comprou o salão de baile do "Moulin Rouge" e empreendeu grandes obras de modo a conceder ao famoso cabaré o seu esplendor de tempos atrás e ganhar o prestígio das noites de Paris de antigamente.
Festas de dança, entretenimentos e recepções para a caridade estavam de volta... Entre eles, o 25º "Bal des Petits Lits Blancs" (para crianças hospitalizadas), a 19 de Maio de 1963, foi um marco na história do "Moulin Rouge": cerca de 1200 artistas e estrelas vieram de todos os cantos do mundo, para honrar Guy des Cars, o organizador da noite.


Em 1955, Joseph e Louis Clérico tornaram-se os dirigentes do estabelecimento e estavam ávidos de continuar a grande tradição dos Bailes populares. Juntaram-se a Jean Bauchet, um nome mítico do teatro, para acompanhar o cabaré a entrar na Idade Moderna.
Uma pequena revolução teve lugar no cabaré: uma cozinha foi construída. Os jantares-espectáculo do "Moulin Rouge" tornaram-se uma das mais procuradas atracções parisienses. A sua fama voltou a aumentar. De todos os cantos do Mundo, as pessoas chegavam para ver o "Moulin Rouge", como se fosse um dos grandes monumentos da mais bela capital do mundo.
Novas estrelas evidenciaram-se no "Moulin Rouge": Charles Trenet, Charles Aznavour, Lire Renaud, Bourvil, Roger Pierre e Jean-Marc Thibault, Fernand Raynaud... entre outros. O próprio Elvis Presley, quando vinha a Paris não dispensava uma ida ao "Moulin Rouge".

A famosa quadrilha, então pela liderança da exigente Doris Haug voltou aos corações das pessoas.
Em 1962, Jacki Clérico, filho de Joseph Clérico, sucedeu ao seu pai na liderança do mais famoso cabaré do mundo. O "Moulin Rouge" voltou a ganhar o seu lugar lendário. Dois anos depois da sua chegada ao "Moulin Rouge", Jacki embarcou numa nova aventura: a construção de um aquário gigante, onde dançarinas nuas se moveriam como maravilhosas náiades, perante os olhos deliciados da plateia.

Escolheu apenas nomes começados por "F" para as suas revistas: Frou Frou, Frissoon, Fascination, Fantastic, Frénésie... Cada uma sucedendo a outra, até culminar na memorável Formidable, a revista do centenário, pela qual, ainda hoje, o público se mostra entusiasmado.
Estrelas do mundo do espectáculo, música, cinema, famílias reais, grandes magnatas... todos se reuniram na Place Blanche a 12 de Fevereiro de 1988 para celebrar 100 anos desta instituição venerável inteiramente dedicada ao luxo, festa e prazer...
E até hoje assim se mantém... a lenda do Moulin Rouge."


Referências: http://moulinrouge.planetaclix.pt/filme/moulin_rouge.htm 





Paris - Outono de 2011:



(Rio Sena)

(Fonte na Praça da Concórdia)



(Jardim das Tulherias)





Paris - Outono de 2013 

(Moulin Rouge)

                                                                     (Moulin Rouge)
Eiffel
(De corpo e alma! :)




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Viagem pelo Mundo da Dança: Amsterdam, Cidade Rítmica


Pensaram que eu tinha abandonado meu blog né? Nananinanão!!! O que acontece é que eu estou no meio de uma maravilhosa EUROTRIP e realmente estava muito difícil parar pra contar tudo que está acontecendo por aqui. Mas hoje resolvi tirar um dia de "folga" dos centros turísticos, paisagens maravilhosas, culturas incríveis entre outras coisas e dar uma cuidada de mim e do meu blog.
Bom, essa viagem que durará exatamente um mês não teve o principal foco na dança, mas como eu não  consigo ficar sem bailar tanto tempo assim, claro que estou aproveitando para adquirir experiências e trocar figurinhas por onde passar.

Primeira parada da TRIP: Amsterdam - Holanda, segunda vez que venho a este País e essa cidade encantadora. Meu namorado e eu reservamos um estúdio em uma região central, pertinho de tudo (em Amsterdam, dependendo do lugar que você se hospeda da pra fazer tudo a pé ou de bicicleta), o estúdio fica em frente uma linda catedral e da famosa casa Anne Frank* (onde se escondeu uma jovem judia que escreveu um diário durante o holocausto e contou seu dia-a-dia no período do regime nazista. Anne Frank tinha uma maturidade incrível para sua idade e época, sobretudo pelo momento em que passava, ela escrevia suas concepções sobre o mundo. Seu diário foi encontrado e publicado depois que ela e toda sua família, assim como centenas de judeus, foram executados pelo ditador Hitler. )=


Logo que cheguei em Amsterdam fui tomada por uma nostalgia incrível, pois estive lá há dois anos atrás. Porém minha cabeça na época, estava com outro foco, outros planos e talvez isso não tivesse me feito perceber tão claramente que a cidade era tão ritmica, musical e dançante.
As vezes pensamos em sons, em ritmos apenas quando ouvimos músicas hamônicas, com diversos instrumentos sincronizados e uma linda voz interpretando, mas não. De um tempo pra cá, eu aprendi a ouvir outros tipos de músicas, outros ritmos,  os sons da natureza, das cidades, os sons da noite e até os barulhinhos do silêncio.

Amsterdam durante o dia é uma linda loucura de imagens e sons que formam um verdadeiro
espetáculo, as construções antigas que antes eram depósitos que abrigavam os produtos produzidos por lá afim de serem escoados através dos canais para o porto de Rotterdam, são um charme a parte, por ter um solo muito instável devido aos canais que cruzam quase toda a Holanda, muitos dos prédios são tortinhos, inclinados para um lado, para o outro ou para frente, dando a impressão que podem cair a qualquer momento, muitos possuem flores em todas as janelas. Aliás, há flores por todos os lados, nas ruas, nos canais, nas bancas e nas cestinhas de bicicletas e tem até mesmo um mercado apenas para elas, o Mercado das Flores onde se encontra flores e sementes de inúmeras espécies de lá. Nos canais muitos barcos circulando, o que apelidou Amsterdam como a Veneza Holandesa. Barcos vem e vão em uma eterna dança. Nas ruas muitas bicicletas, trans, ônibus e carros, (tem que se ter muito cuidado ao atravessar as ruas e sempre respeitar os sinais e as faixas de pedestres, os holandeses respeitam muito e lá as bicicletas são prioridades até mais que os pedestres.)
As buzinas das bicicletas, dos trans entre outros veículos, o trotar dos cavalos nas charretes, o violino de um artista de rua, o fole de outro, as conversas nas ruas, esquinas, bares e coffees, em todos os idiomas que se pode imaginar, os sinos das igrejas, formam uma linda música, encantadora e se você parar pra ouvir consegue distinguir cada som.
Os sons das igrejas são o que mais me fascinaram, em especial a que ficava em frente o estúdio onde
me hospedei e podia vê-la da minha janela, a cada hora cheia o sino badala o número de vezes respectivas ao horário, mas antes de ele anunciar a hora, toca uma linda música que parece o som de uma caixinha de música, daquelas que tem uma bailarina girando. Nessa hora é impossível não dançar, nem que seja balançando os pezinhos ou a cabeça. <3

A noite de Amsterdam é um espetáculo de luzes, diversidade e diversão. Uma amiga que conheci lá da última vez me levou em um Pub onde um Dj e um saxofonista tocam juntos o mesmo som, um verdadeiro espetáculo que impossibilita qualquer um de ficar parado.


Além de apreciar os sons dessa linda cidade, vagar sem rumo pelas ruazinhas cercadas de canais com
meu amor, sair pra dançar a noite e encontrar uma querida amiga, tive o prazer de fazer um workshop de Tribal Fusion com uma linda bailarina holandesa criada em Portugal, a Winde Mertens, que durante algumas horas me ensinou fundamentos que levarei pra toda minha vida e que sigo praticando, principalmente a saudação ao sol do ioga que além de tudo é um ótimo alongamento e preparação pra qualquer bailarina.


No último dia de Amsterdam tive a honra de me apresentar em um restaurante oriental onde se apresentam bailarinas renomadas da Holanda, entre elas a Amarah Ates e Mischa,  que infelizmente não tive o prazer de conhecê-las pessoalmente ainda pois estão de férias após uma longa temporada de verão, mas que espero poder voltar e trocar experiências com todas.
(Apresentação no Nomads em Amsterdam)  

Por fim me despedi já com muita saudade dessa cidade maravilhosa, que ainda tenho como a preferida entre as que conheci na Europa, mas muito feliz por ter realizado um sonho de  me apresentar em outro País que não o meu, de ter aprendido mais um pouco e poder sair com  a sensação de dever mais que cumprido. De malas prontas fui realizar mais alguns sonhos. <3